EU ENGANO-ME E TENHO SEMPRE MUITAS DÚVIDAS!!!

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
SERVIÇO DE URGÊNCIAS

Nada se torna tão real como ser interveniente na própria acção. Podem-nos dizer o que se passou, podemos ler no jornal ou numa revista, podemos ainda ver na televisão, mas nada disto se compara ao estar presente.

 
Depois de ter sido chamado às urgências do hospital, à hora de almoço da passada sexta-feira, e de ter assistido à chegada da ambulância que trazia o meu pai, deitado numa maca, pude assistir ao que vemos, ou nos filmes (de catástrofes), ou então nos telejornais e reportagens!
 
Depois de aproximadamente 6 horas à espera de novidades, nas quais o único contacto que mantinha com o meu pai era apenas visual (vendo apenas que se mantinha deitado na maca) e somente quando chegava mais alguém de ambulância, lá tive autorização de ir junto dele. Foi nesse momento que pude constatar aquilo que só conhecia pelo que me diziam, ou pelo que via na televisão! Corredores cheios de macas (escusado será dizer que todas elas estavam ocupadas), em que o único espaço disponível era o suficiente para mais uma maca “deslizar”! Macas estas, todas ocupadas, muitas delas por pessoas que mais pareciam mortas do que vivas, com algumas a segurarem o seu próprio soro, vestidas com as roupas que traziam quando entraram! Via também, que os bombeiros aguardavam 2 e 3 horas para que o hospital lhes devolvesse novamente as macas, para poderem regressar aos seus quartéis!
Lá cheguei ao meu pai, que também estava metido num dos corredores, e por lá me mantive um pouco, fazendo-lhe companhia! Tive de ir embora, mas ele ficou! A noite, essa, teria de ser passada naquele corredor! Lá pedi à enfermeira para lhe arranjar um cobertor, uma vez que apenas tinhas um fino lençol, e para lhe arranjar algo para comer. Foi premiado com um chá quentinho e 5 bolachas “Maria”!
No dia seguinte, de manhã, lá estava eu novamente! Passadas duas horas de ter chegado lá me deixaram fazer nova visita! Reparei que o tinham mudado de lugar, não para um lugar melhor, mas sim para outro corredor!
 
Depois de o susto, e de o pior ter passado, agora apenas esperava que o médico desse o seu parecer e isso significasse ter alta! Finalmente boas notícias! Tinha guia de marcha para fora daquele lugar, após 30 horas deitado na mesma maca, com a roupa que trazia no corpo, mudando apenas de um corredor para outro, conforme as necessidades! Não se pode dizer que tenha estado sozinho, pois tal como ele, muitos outros sofreram o mesmo destino a nível de condições!  

 

 

 

 

 

 

Apesar de as condições serem as que são, é de louvar o esforço, simpatia e disponibilidade de todos os enfermeiros(as) e auxiliares, que sempre se mostraram prestáveis e profissionais, não só para o meu pai, mas para todos os aqueles que estavam junto e que eu tive a oportunidade de apreciar.

 
Para os meios que tinham, apenas posso dizer que faziam, e fazem, verdadeiros milagres!

 

 



Publicado por O Presidente às 20:11
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